Porta fechada, porta aberta – surpresa | Posso entrar?

Ontem me peguei num momento simples e pequeno, mas ao mesmo tempo grande, valioso e que me fez pensar em como a vida é surpreendente quando deixamos ela ser.

Ouvia o rádio, uma música especial tocou. Coloquei dentro de um abraço a pessoa que estava do meu lado. Ali, cantei baixinho e a voz desafinada fez marca na singularidade do momento. Sem combinar ou escolher, temos uma música, uma lembrança gostosa e um instante que vai ficar para sempre.

Nada é por acaso – acredito severamente nisso – mas precisamos nos permitir. Para ouvir a música, precisei ouvir o rádio.

Quantas portas não aparecem na nossa frente mas recusamos abri-las? Muitas vezes temos medo do desconhecido e não sabemos lidar com a insegurança do novo.

Por muito tempo me pautei em escolhas certas, e digo certas no sentido de estarem na minha zona de conforto, escolhas seguras que me fizeram trilhar um caminho quase que reto, com uma vista perfeita para o horizonte. Acontece que a vida muda a todo instante e, não por escolha, a minha me fez sair da rota e recalculou outra totalmente nova, com outro destino.

Muitas portas apareceram na minha frente e devagar fui criando coragem para abrir uma a uma. Algumas eu abri e fechei, mas outras permaneceram abertas e me colocaram em contato com outras possibilidades de escolhas.

Assim vi como é válida a ideia de me permitir. De estar aberta ao que a vida vai me mostrar. Vi também que não há nada de errado em dizer não, o que importa é ter coragem para seguir. Tudo bem se eu quiser mudar de opinião, tudo bem se o plano A não der certo, vai ficar tudo bem se eu me permitir sentir, dizer não, dizer sim e ter coragem.

Só eu sei o que o meu coração guarda lá no fundo e só eu posso permitir que isso se torne meu destino. Sigo aprendendo a ter coragem e paciência. Sei que se estiver ouvindo o rádio, uma hora, a música certa vai tocar.

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