Festival Alternativo de Londrina | A diferença pode nos unir


Revista Inspired

Quatro ambientes e mais de 30 atrações arquitetaram a quinta edição do maior festival de música de Londrina. No último sábado, 20 de maio, rolou muita música e troca de inspirações no Parque de Exposições Ney Braga.

Conforme a organização do evento, realizada desde 2013 pela empresa londrinense, LWD Entretenimento, 30% do público vem de outras cidades e todo ano são arrecadados alimentos e doações destinados a instituições carentes.

O propósito do festival é unir pessoas de várias tribos e para isso traz músicos de estilos diferentes. Esta edição contou com nomes do rap nacional, Emicida e Karol Conká, com as bandas Matanza, Far From Alaska, CPM 22, Cidade Negra, Braza e a Montauk, única banda londrinense a participar do evento.E é claro que a Inspired, – com toda alegria em ver artistas da cidade espalhando a cultura local pelo mundo -, conversou com os nossos conterrâneos.

A causa da Inspired no festival foi a seguinte: Como a diferença pode nos unir? Levantando essa questão com a galera na pista e no camarote, mesmo ouvimos diferentes públicos,  os depoimentos foram semelhantes.  Poxa,  as pessoas realmente estão se abrindo para ver beleza na diversidade e isso é tão lindo. O entendimento é um só: “Viva a sociedade alternativa!” – Quão contemporâneo Raulzito é.

MONTAUK 

Paula, vocal | Vini, Bateria | Marrom, vocal e violão | Giovani, guitarra | Rafa, Baixo |
Wagner, teclados e synth

                                                                                               Vinicius Grosbelli


                                                                                                 Vinicius Grosbelli

Na cena musical desde 2012, foram produzidos dois álbuns autorais, ‘Pés Descalços e Peito Aberto’ e o segundo, ‘Faça Crescer Todas as Flores’, fruto de um financiamento coletivo. As letras são consequências das vivências de Marrom de Abreu, vocal e violão da banda.

No início, as músicas tinham como base os relacionamentos amorosos do compositor, mas com o passar do tempo ele percebeu que falar sobre preconceito, xenofobia, racismo, feminismo e tantas outras questões do dia a dia, também é falar de amor. Mesmo que os assuntos não façam parte da sua realidade, é preciso ser falado. Assim surgiu uma nova inspiração e no segundo álbum Marrom compôs tentando alcançar a visão feminina, o eu-lírico é uma mulher.

Naufrague Por Aqui –  do  álbum Faça Crescer Todas as Flores
 “Para de ser boba ou tola ele disse
Lembrando de quem já partiu e não existe
Ainda sou medrosa e odeio o silêncio
Naufrague por aqui quando quiser meu tempo.”

Tanto as letras como o som da banda passam por mudanças, a cada dia eles misturam novos estilos e olhares para tocar as pessoas de diferentes formas. A vocalista Paula Stricker deixou claro que a Montauk é uma banda romântica, mas que passa longe do “romancezinho bobo”, é o tipo de banda que você vai ao show e curte, mas também são letras que te possibilitam sentar no sofá de casa, abrir um vinho e refletir.
É um banda leve e forte ao mesmo tempo. A Montauk utiliza meios distintos para ser sentida pelo público, que fica até difícil definir o real estilo, mas é ai que mora a alma da banda – na diversidade.

~ Durante a nossa conversa com a Montauk, estava rolando no palco o show do Braza e o som era tão gostoso, que ficamos curiosas pra saber “qualé” do novo projeto desses cariocas.

BRAZA

Vitor Isensee,  teclado | Dj Negralha |  Nícolas Christ, bateria | Danilo Cutrim, guitarra | Pedro Lobo, baixo | Lelei Gracindo, flauta


                                                                                               Vinicius Grosbelli
                                                                                                 Vinicius Grosbelli

[Re]criados do Forfun, banda que marcou uma geração de jovens, hoje a produção dos músicos cariocas do Braza  tem como projeto o pensar da produção antes de realizar o som , – não que antes como faziam sem esse planejamento  não era bom, mas durante a conversa eles colocaram que a pegada  do momento é essa, criar, refletir e depois executar.

Para o Braza a diferença é uma oportunidade para união. Durante o bate papo o guitarrista, Cutrim, deixou claro que nada difere uma banda da outra no festival. A vontade de levar o pensamento para a galera é a mesma e o meio que é realizado isso, não importa. A intenção deles é do público enxergar que todos estão ali com o mesmo ideal, passar uma mensagem positiva.

Segue o Baile – Primeira música do projeto Braza
“Escrevo porque não tenho o dom do freestyle
Ela quebra, requebra, remexe ao som do timbale
O agora é a única coisa que vale
Se erra, conserta, volta pro tom, e segue o baile”

  •  Esta pauta contém: colaboração, parceria e muita simpatia da jornalista Victoria Libos .
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