É. Não é. Como vai ser? | Fragilidades e forças do pensamento

Penso muito no amanhã. Como boa ansiosa que sou, sofro por coisas que nem aconteceram. Às vezes esqueço do presente e minha cabeça vai longe criando situações que podem nem existir. Mas podem. É aí que tá o drama todo. Só de pensar em tudo isso acontecendo – meudeus – nem sei.

Já criei tantos diálogos, com as mais variadas pessoas (gosto de inventar respostas para as minhas próprias perguntas). Viagens então? Crio o antes, o durante e o depois. Daí passamos também por uma simples saída com os amigos, uma ida ao cinema… Qualquer coisa que gere o mínimo de expectativa. É aí que mora o perigo, na expectativa.

Às vezes depositamos tudo no outro. Ninguém sabe, nem tem a obrigação de saber o que minha cabeça inventa, mas mesmo sabendo disso, eu espero. Devagar, isso tem melhorado. Não que eu tenha parado de criar situações dentro de mim – acho difícil isso parar -, mas estou começando a ver com outros olhos o que vem de fora.

Pode ser tão bom quanto o que está dentro, pode ser melhor, mas também pode ser pior e quando é assim, temos que olhar com mais cuidado ainda. Ao invés de nos frustramos, podemos aprender que é só mais uma circunstância colocada pela vida – só mais uma – não vai ser a primeira nem a última vez que precisamos passar por algo que não queremos.

Meu objetivo tem sido ver tudo com leveza. Respirar fundo e deixar o coração em paz. Tem vezes que não é assim tão simples, mas faz tão bem. É uma escolha, isso sim a gente consegue controlar, então melhor focar nisso, não é?

Me disseram que “não temos que tratar como problema o que não é”. Quase nunca é um problema, quase sempre somos nós em conflito com nós mesmos. Quem me disse isso, me ensinou também a ver todos os motivos que tenho para sorrir acima de qualquer coisa. Cada um tem a sua felicidade, a sua paz. Lembrar disso ajuda a diminuir o que não interessa pro coração.

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